Porto Alegre, quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

   
A paz de salteadores em Versalhes

Raul K. M. Carrion | Historiador
16 de janeiro de 2025

 

     A 18 de janeiro de 1919, inaugurou-se em Versalhes a conferência dos “vencedores”, para ditarem as condições da paz no pós-guerra. Estavam representados 27 países que, de uma forma ou outra, participaram da aliança contra a Alemanha, a Áustria-Hungria, a Turquia e a Bulgária. Foram excluídas desta conferência tanto a Alemanha e suas aliadas, quanto a Rússia socialista, apesar de haver participado da guerra ao lado dos aliados. Na prática, três países decidiram sobre o destino da futura paz: Inglaterra, França e Estados Unidos. Após quase quatro meses de discussões, as duríssimas condições da paz foram comunicadas à delegação alemã. Diante da insatisfação alemã e da tentativa de amenizar as condições impostas, os aliados ameaçaram com a ocupação militar. Pressionada, a Assembleia Nacional Alemã autorizou a assinatura do Tratado, por 237 contra 138 votos.

     O tratado foi firmado em Versalhes, no dia 28 de junho de 1919. Através dele, além de pesadas indenizações, a Alemanha foi obrigada a renunciar a todas suas colônias, ceder a Alsácia-Lorena à França, a zona de Eupen-Malmedy à Bélgica, o Schleswig setentrional à Dinamarca. Além disso, a Alemanha reconheceu a independência da Polônia e teve que lhe entregar Poznam, a Prússia Ocidental e parte da Alta Silésia. Também perdeu Memel, posteriormente anexado à Lituânia (1923).

     Durante 15 anos, o Sarre passaria a ser administrado pela Sociedade das Nações, a qual cedeu a exploração do seu carvão à França. Mas, Dantzig não foi entregue à Polônia, sendo transformada em “cidade livre”. A margem direita do rio Reno foi dividida em três zonas de ocupação, a serem evacuadas no prazo de 5, 10 e 15 anos, e a Alemanha perdeu o controle sobre seus rios navegáveis. Foi obrigada a entregar todo o seu material de guerra e a quase totalidade da sua esquadra, e ficou proibida de possuir encouraçados e submarinos. O seu exército foi limitado a 100 mil homens, e foi proibido de manter um Estado Maior, ter carros de combate, aviões militares, artilharia pesada e antiaérea. As suas fortificações ao leste foram desmanteladas.

     Em 10 de setembro de 1919, foi assinado o Tratado de paz com a Áustria, em Saint Germain-en-Laye. O Império Áustro-Húngaro foi desmembrado, devendo a Áustria reconhecer a independência da Hungria. Pelo Tratado, a Áustria entregou a Boêmia e a Morávia para a Checoslováquia. Perdeu a Dalmácia e a Bósnia-Herzegóvina que – junto com a Sérvia e Montenegro, mais os territórios perdidos pela Hungria – constituirão a Iugoslávia. Entregou o Sul do Tirol, Triestre, Istria, e partes da Dalmácia, Caríntia e Carniola, à Itália. Cedeu a Bucovina à Romênia. Por fim, forneceu os territórios da Galícia ocidental para formar o sul da Polônia do pós-guerra. Pelo mesmo tratado, a Áustria – reduzida a 84 mil km2 e isolada do mar – foi proibida de unir-se à Alemanha e teve o seu exército limitado a 30 mil homens.

     Em 27 de novembro de 1919, foi firmado o Tratado de paz com a Bulgária, em Neuilly. A Bulgária teve que entregar o sul da Drobudja à Romênia, a Macedônia ocidental à Iugoslávia e os seus territórios Trácios à Grécia, perdendo a sua costa no Mediterrâneo. O seu exército foi limitado a 20 mil homens.

     Em 4 de junho de 1920 – depois do sufocamento do Poder Soviético de Bela Kun por tropas francesas, romenas e checoslovacas – foi assinado com a Hungria o Tratado de Trianon, reduzindo o seu território a um terço da sua superfície de 1914 e isolando-a do mar. Por ele, a Hungria foi obrigada a ceder a Eslováquia e a Rutênia à Checoslováquia, e a entregar a Croácia, a Eslovênia e parte do Banato à Iugoslávia. Também teve que ceder a Transilvânia e a outra parte do Banato à Romênia. Proibida de unir-se à Áustria, teve o seu exército limitado a 35 mil homens.

     Em 10 de agosto de 1920, foi assinado o Tratado de paz de Sèvres com a Turquia (não ratificado pelo Parlamento turco). A Turquia foi obrigada a ceder a Trácia oriental, Esmirna e as Ilhas Egéias (exceto Rodes) à Grécia; Síria e Cilícia à França; Iraque, Palestina, Chipre e Egito à Inglaterra (que também obteve o protetorado da Arábia); Rodes e o Dodecaneso à Itália. Ainda lhe foram impostas a independência da Armênia e a autonomia do Curdistão. O seu exército foi limitado a 50 mil homens.

     O ex-Império Russo, derrotado pela Alemanha, convulsionado pela revolução socialista de 1917 e em pleno processo de guerra civil, também foi esquartejado pelos “vencedores”. Em dezembro de 1917, a Romênia monárquica ocupou a Bessarábia. Em 1917, com o decisivo apoio das potências ocidentais e após esmagar pela força das armas o nascente poder operário-camponês, a Finlândia separou-se da futura União Soviética:

A Finlândia moderna nasceu da vontade comum dos partidários do “Ancien Régime” e da burguesia finlandesa e oeste-européia, unidos num pedaço do antigo império do czar. Sem o apoio externo no momento da guerra civil russa, a Finlândia não seria hoje mais que provavelmente uma república socialista soviética como as outras (...). No dia 19 de dezembro de 1917, a Dieta da Finlândia adotara (...) uma declaração de independência. (...) Colocado ante o fato consumado, o Conselho dos Comissários do Povo adotou (...) um decreto confirmando a independência política da Finlândia. (...) O Conselho Executivo Central da Rússia ratificou o decreto de 4 de janeiro de 1918. (...) Stalin (...) declarou então: “Vemos que o Conselho de Comissários do povo deu, sem querer, a liberdade não para o povo, não para os representantes do proletariado da Finlândia, mas à burguesia finlandesa”. (...) Encorajada pelos bolchevistas russos (...) rebentou uma revolução soviética nas zonas industriais do Sul da Finlândia (meados de janeiro de 1918). (...) Os centros importantes (como Helsinque e Viborg) não tardaram em ficar sob controle total dos Sovietes. (...) Em maio de 1918, a insurreição soviética finlandesa foi esmagada após quatro meses e meio de guerra civil.[i]

      E, em março de 1918, a Rússia revolucionária foi obrigada a assinar a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha, a Áustro-Hungria e a Turquia:

Em Brest-Litovsk (...) os plenipotenciários da República dos Sovietes viram-se constrangidos a renunciar não só a Livônia, Curlândia, Estônia e Lituânia, mas também a uma Polônia, que claramente extravasava dos seus limites étnicos, e a Ucrânia. (...) Além de abandonar os territórios ocidentais acima mencionados, o governo soviético renunciava igualmente, em proveito da Turquia, a uma importante zona do Cáucaso, que incluía Batoum, Kars e Ardahan. (...) No total, o tratado de Brest-Litovsk implicava para o poder dos Sovietes a perda de alguns milhões de quilômetros quadrados e de mais de quarenta milhões de habitantes.[ii]

     Na ocasião, polemizando com Bukharin, Trotsky e outros, que em nome do internacionalismo proletário exigiam que o governo soviético não assinasse a paz com a Alemanha, Lenin afirmou:

No momento atual, uma guerra verdadeiramente revolucionária seria a guerra da República Socialista contra os países burgueses com o claro objetivo (...) de derrotar à burguesia de outros países. Mas é evidente que no momento presente ainda não podemos nos colocar esta finalidade. Objetivamente, lutaríamos agora pela liberação da Polônia, Lituânia e Curlândia. Mas nenhum marxista, sem apartar-se dos princípios do marxismo e do socialismo em geral, poderia negar que os interesses do socialismo estão acima dos interesses do direito das nações à autodeterminação. Nossa República Socialista fez e continua fazendo todo o possível para levar a prática o direito a autodeterminação da Finlândia, Ucrânia, etc. Mas, se a situação concreta é tal que a existência da República Socialista se acha neste momento em perigo (...) se compreende que os interesses da preservação da República Socialista devam prevalecer.[iii]

     O posterior desmoronamento dos exércitos centrais possibilitou, em fins de 1918, a denúncia do acordo de Brest-Litovsk e a retomada do poder pelos bolcheviques na Estônia, Lituânia, Letônia e Ucrânia:

As tropas alemãs evacuam a Estônia, a Letônia, a Bielo Rússia, a Lituânia, a Polônia e a Transcaucásia. Não mais existe Brest- Litovsk e o Exército Vermelho, apertando as tropas germânicas, atinge Narva, Pskov, Vilno, Kovno, Riga (3 de janeiro de 1919) (...) Kharkov e Kiev são ocupadas pelos bolcheviques e na Estônia, na Letônia e na Lituânia constituíam-se repúblicas soviéticas.[iv]

     Mas, mais uma vez, a intervenção militar das potências capitalistas impôs ao Poder Soviético uma “paz de salteadores”. Em fevereiro de 1919, os exércitos polacos apoderaram-se de Brest-Litovsk, dando início a guerra russo-polonesa. Em abril de 1920, as tropas polonesas invadiram a Ucrânia e pouco depois tomaram Kiev. Em sua contraofensiva, o Exército Vermelho avançou até as portas de Varsóvia, que só foi salva pelas tropas francesas do general Weygand.

     Em julho de 1920, através da conferência de Spa, as potências ocidentais propuseram como fronteira entre a Rússia e a Polônia a “Linha Curzon”[v]. Em outubro de 1920 foi estabelecido um armistício e em março de 1921 o Estado Soviético foi obrigado a assinar a paz de Riga, através da qual a Polônia avançou 250 km a leste de sua fronteira étnica[vi] e deslocou a sua fronteira com o Estado soviético 150 km para o Leste, apossando-se da Galícia, da Ucrânia Ocidental, da Bielo-Rússia ocidental e de Vilna, “no total, uma população de 11 milhões de habitantes, dos quais quase dez milhões de bielo-russos, russos ou ucranianos[vii]

     Em fins de 1920, o tratado de Dorpat – ao obrigar o governo soviético a reconhecer a Estônia, a Letônia e a Lituânia como estados “formalmente” independentes, mas sob a clara tutela ocidental – “consagrou não somente a fixação das fronteiras mais desfavoráveis que a região de Leningrado tivera algum dia, como amputou também a Rússia setentrional do território de Pétsamo, que nunca estivera incluído (nem antes de 1914, nem em qualquer outra época) no Grão-Ducado ‘Histórico’ da Finlândia.”[viii]

     Com os tratados de paz impostos, consolidou-se a hegemonia francesa no continente europeu, através do avassalamento da Alemanha e de seus aliados. Também foi assegurado o papel dominante da Inglaterra no Oriente próximo e sobre as comunicações marítimas.

     Ao mesmo tempo que buscava esmagar as potências centrais, o sistema de Versalhes teve uma orientação claramente antissoviética. Além da conferência de paz de Paris ter-se tornado o Estado-Maior da intervenção armada contra o Estado Soviético, os estados imperialistas procuraram formar um “cordão sanitário contra o comunismo”, através da criação da Polônia e dos pequenos estados bálticos e da anexação da Bessarábia à Romênia. Em todos esses países foram instalados governos francamente reacionários:

No tocante à Rússia, que a Conferência ignora oficialmente, os aliados constituíram, para isolá-la, um cordão sanitário de pequenas repúblicas: Finlândia (3.500.000 habitantes), Estônia com 1.250.000 habitantes, Letônia com 1.900.000 indivíduos dos quais 25% são alógenos, Lituânia (2 milhões com 17% de alógenos), cuja organização deverá exigir muitos anos, e de estados médios: Polônia (que conta um alógeno em três habitantes) e Romênia, que compreendem territórios autenticamente russos na Rússia Branca, na Ucrânia e na Bessarábia.[ix]

     Momentaneamente derrotadas em suas tentativas de liquidar o Poder Soviético, as grandes potências ocidentais começaram de imediato a armar o tabuleiro de xadrez para as suas futuras jogadas. Em 1921, formou-se a aliança entre a Polônia e a Romênia, contra a Rússia. Em 1922, foi constituída a Entente do Báltico – entre a Polônia, a Estônia, a Letônia e a Finlândia – também voltada contra a URSS: “A Rússia Soviética foi isolada da Europa ocidental mediante um cordão de estados violentamente anticomunistas, arrancados em parte do território russo”. [x]

     Diante das tentativas de cercá-lo e isolá-lo, o Estado Soviético respondeu com uma aproximação da Alemanha, assinando em 1922 o Tratado de Rapalo que restabeleceu as relações diplomáticas e, através de um acordo secreto, permitiu a instalação na URSS de fábricas alemãs, para a produção de armamentos proibidos pelo Tratado de Versalhes[xi]:
 

Lloyd George (...) resolveu convocar uma nova conferência (...) em Gênova em abril de 1922 (...). Os russos e alemães estiveram presentes, mas com a suspeita não injustificada de que iam ser lançados um contra o outro. Os alemães seriam convidados a participar de uma expedição contra a Rússia, e os russos seriam instados a pedir reparações da Alemanha. Ao invés disso, porém, os representantes dos dois países se reuniram secretamente em Rapalo e concordaram em não agir um contra o outro. O tratado de Rapalo torpedeou a conferência de Gênova (....) É certo que impediu uma coalizão europeia para uma nova guerra de intervenção contra a Rússia, e é certo também que impediu qualquer renascimento da Tríplice Entente. [xii]

     Diante do agravamento da crise da economia alemã – assoberbada pelo pagamento das indenizações de guerra – e do risco de uma revolução social, as potências ocidentais decidiram fortalecer a Alemanha, para opô-la ao “perigo vermelho” do Oriente:

Foi julgado essencial reconstruir e armar o imperialismo alemão contra a União Soviética, ao mesmo tempo que se pretendia manter o rival em cheque. (...) Chamberlain e Churchill (...) representavam as duas metades contraditórias da política externa imperialista britânica, durante este período. De um lado, o desejo de construir (...) uma arma apontada contra a União Socialista Soviética. De outro lado, levar a União Soviética a uma aliança militar, como uma arma contra o imperialismo rival da Alemanha. Ambas as estratégias partiam do princípio de que uma (...) guerra germano-soviética enfraqueceria e destruiria, simultaneamente, as duas principais potências consideradas pela Inglaterra como ameaças ao seu imperialismo. (...) A estratégia de rearmamento alemão de Chamberlain, Munique (...) terminaram em desastre. (...) O objetivo básico muniquista de destruição mútua de Hitler e da União Soviética, com o Ocidente como espectador de primeira fila, para surgir depois como vencedor final e estrangular a revolução na Europa (a explicação dada por Hoare, como embaixador junto a Franco), foi, desse modo, seguida por outros meios. (...) o então Senador Truman (...) proclamou: “Se virmos que a Alemanha está ganhando a guerra, teremos de ajudar a Rússia e, se a Rússia estiver a ganhar, teremos de ajudar a Alemanha, e, entretanto, deixemos que eles se matem tanto quanto possível”. (New York Times, 24 de julho de 1941).[xiii]

     Um dos precursores dessa ideia foi o general alemão Max Hoffmann que em 1922 afirmou:

Nenhuma potência europeia pode conceder a outra uma influência preponderante sobre a futura Rússia. Este problema só pode ser resolvido pela União dos grandes Estados europeus, principalmente a França, a Inglaterra e a Alemanha. É preciso que, por uma intervenção militar, essas potências aliadas derrubem o poder soviético e restabeleçam a situação na Rússia, no interesse das forças econômicas inglesas, francesas e alemãs. A participação financeira e econômica dos Estados Unidos da América seria preciosa.[xiv]

     Para isso, foi criado em 1924 o Plano Dawes, investindo grande quantidade de capitais – sobretudo norte-americanos (cerca de 70%), mas também ingleses – na Alemanha. O que, contraditoriamente, pouco a pouco lhe permitiu recuperar e ampliar o antigo potencial econômico-militar. A Conferência de Locarno (1925) estabelece diversos acordos bilaterais com a Alemanha, em uma tentativa de melhorar as suas relações com as potências ocidentais. Em 1926, ela foi admitida na Sociedade das Nações, inclusive no seu Conselho de Segurança. Começou a desenhar-se no horizonte a futura tática de utilização da Alemanha como um aríete contra a URSS e a revolução socialista: “Toda a história do tratado de paz de Versalhes, desde o momento da sua assinatura até o início da Segunda Guerra Mundial, constituiu na destruição gradual do sistema de Versalhes e no incitamento da Alemanha, pelas potências ocidentais, à agressão contra a URSS.[xv]

     Uma das cláusulas do Tratado de Versalhes estabelecia a criação da Sociedade das Nações, sob o pretexto de defender a paz e a segurança internacional, prevendo a aplicação de sanções econômicas, financeiras e militares ao país que cometesse uma agressão. Na realidade a Sociedade das Nações transformou-se em um dos centros da luta militar e diplomática contra o Estado Soviético e em um instrumento da política imperialista e colonial das grandes potências, especialmente a França e a Inglaterra.

     Assim – sob o argumento de que os povos das colônias arrebatadas à Alemanha e à Turquia eram incapazes de se autogovernarem – a Sociedade das Nações entregou à França (sob mandato) a Síria, o Líbano, o Togo e uma parte do Camerum; à Inglaterra, foram entregues a Palestina, a Transjordânia, o Iraque, Tanganica e outros territórios; ao Japão, as Ilhas Marianas, Carolinas e Marshall. Como o Senado dos Estados Unidos se negou a ratificar o Tratado de Versalhes, estes não se incorporaram à Sociedade das Nações. Na prática, esta nunca impôs, durante toda a sua existência, qualquer sanção a um país agressor (em geral, alguma potência imperialista) nem prestou qualquer ajuda a uma nação agredida.


[i] LOMBEEK, Alain V. Do conflito à coexistência: contribuição para o estudo do contencioso sovietico-finlandês (1917-1955). Lisboa: Prelo, 1973, pp. 16-17, 35-38.

[ii] Idem, pp. 21-29.

[iii] LENIN. Tesis sobre el problema de la conclusión de una paz separada (24.02.1918). In: LENIN, V.I. Obras Escogidas. Moscou: Ediciones en lenguas extranjeras, 1960, t.2, pp. 582-583.

[iv] BRUHAT, Jean. História da URSS. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1966, p. 42.

[v] [Curzon] “Propunha que as conversações para o armistício começassem imediatamente entre a Rússia e a Polônia sobre as bases de uma linha traçada no outono de 1919, após um detalhado estudo dos dados etnográficos pelos especialistas da conferência de paz (conhecida mais tarde por ‘linha Curzon’) [CARR, E. H. Historia de la Rusia Soviética: La revolución Bolchevique (1917-1923). Madrid: Alianza Editorial, 1973, v.3, p. 222]

[vi] KINDER, Hermann e HILGEMANN, Werner. Atlas histórico mundial: De La Revolución Francesa a nuestros días, 6ª edição, vol. 2. Madrid: Ediciones Istmo, 1977, p 171.

[vii] BRUHAT. Op. Cit., p. 45.

[viii] LOMBEEK. Op. Cit., p. 43.

[ix] CROUZET, Maurice. História Geral das Civilizações - a Época Contemporânea: o declínio da Europa; o mundo soviético, Tomo VII. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1961, p. 41.

[x] CHURCHILL, Winston S. La Segunda Guerra Mundial, vol. 1. Madrid: Ediciones Orbis, 1985, p. 35].

[xi] “a diplomacia comum russo-germânica trabalhou lado a lado, secretamente, sobre o rearmamento mútuo. Negociações em 1921-22, conduzidas por Trotski, do lado russo, e pelo chefe do novo Reichswehr alemão, general von Seeckt, levaram ao estabelecimento na Rússia de fábricas alemãs que produziam gás tóxico, aviões e obuses.” [KOCHAN, Lionel. A Formação da Rússia Moderna. Lisboa: Editora Ulisséia, 1962, 387 p.].

[xii] TAYLOR, A.J.P. A Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: ZAHAR EDITORES, 1963, pp. 48,49.

[xiii] DUTT, R. Palme. Problemas da História Contemporânea. Rio de Janeiro: Zahar, 1984, pp. 45-46.

[xiv] BEZIMENSKI, L. O militarismo Alemão com/sem Hitler. V.1.Rio de Janeiro: Saga, 1967, p. 39.

[xv] E. KULKOV, O. RJECHEVSKI e I. TCHELICHEV. A verdade e a mentira sobre a Segunda Guerra Mundial. Lisboa: Editorial “Avante”, 1984. p. 38.