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A 18 de janeiro de 1919, inaugurou-se em Versalhes a
conferência dos “vencedores”, para ditarem as condições da paz no
pós-guerra. Estavam representados 27 países que, de uma forma ou
outra, participaram da aliança contra a Alemanha, a Áustria-Hungria,
a Turquia e a Bulgária. Foram excluídas desta conferência tanto a
Alemanha e suas aliadas, quanto a Rússia socialista, apesar de haver
participado da guerra ao lado dos aliados. Na prática, três países
decidiram sobre o destino da futura paz: Inglaterra, França e
Estados Unidos. Após quase quatro meses de discussões, as duríssimas
condições da paz foram comunicadas à delegação alemã. Diante da
insatisfação alemã e da tentativa de amenizar as condições impostas,
os aliados ameaçaram com a ocupação militar. Pressionada, a
Assembleia Nacional Alemã autorizou a assinatura do Tratado, por 237
contra 138 votos.
O tratado foi firmado em Versalhes, no dia 28 de junho de 1919.
Através dele, além de pesadas indenizações, a Alemanha foi obrigada
a renunciar a todas suas colônias, ceder a Alsácia-Lorena à França,
a zona de Eupen-Malmedy à Bélgica, o Schleswig setentrional à
Dinamarca. Além disso, a Alemanha reconheceu a independência da
Polônia e teve que lhe entregar Poznam, a Prússia Ocidental e parte
da Alta Silésia. Também perdeu Memel, posteriormente anexado à
Lituânia (1923).
Durante 15 anos, o Sarre passaria a ser administrado pela
Sociedade das Nações, a qual cedeu a exploração do seu carvão à
França. Mas, Dantzig não foi entregue à Polônia, sendo transformada
em “cidade livre”. A margem direita do rio Reno foi dividida em três
zonas de ocupação, a serem evacuadas no prazo de 5, 10 e 15 anos, e
a Alemanha perdeu o controle sobre seus rios navegáveis. Foi
obrigada a entregar todo o seu material de guerra e a quase
totalidade da sua esquadra, e ficou proibida de possuir encouraçados
e submarinos. O seu exército foi limitado a 100 mil homens, e foi
proibido de manter um Estado Maior, ter carros de combate, aviões
militares, artilharia pesada e antiaérea. As suas fortificações ao
leste foram desmanteladas.
Em 10 de setembro de 1919, foi assinado o Tratado de paz com a
Áustria, em Saint Germain-en-Laye. O Império Áustro-Húngaro foi
desmembrado, devendo a Áustria reconhecer a independência da
Hungria. Pelo Tratado, a Áustria entregou a Boêmia e a Morávia para
a Checoslováquia. Perdeu a Dalmácia e a Bósnia-Herzegóvina que –
junto com a Sérvia e Montenegro, mais os territórios perdidos pela
Hungria – constituirão a Iugoslávia. Entregou o Sul do Tirol,
Triestre, Istria, e partes da Dalmácia, Caríntia e Carniola, à
Itália. Cedeu a Bucovina à Romênia. Por fim, forneceu os territórios
da Galícia ocidental para formar o sul da Polônia do pós-guerra.
Pelo mesmo tratado, a Áustria – reduzida a 84 mil km2 e
isolada do mar – foi proibida de unir-se à Alemanha e teve o seu
exército limitado a 30 mil homens.
Em 27 de novembro de 1919, foi firmado o Tratado de paz com a
Bulgária, em Neuilly. A Bulgária teve que entregar o sul da Drobudja
à Romênia, a Macedônia ocidental à Iugoslávia e os seus territórios
Trácios à Grécia, perdendo a sua costa no Mediterrâneo. O seu
exército foi limitado a 20 mil homens.
Em 4 de junho de 1920 – depois do sufocamento do Poder
Soviético de Bela Kun por tropas francesas, romenas e checoslovacas
– foi assinado com a Hungria o Tratado de Trianon, reduzindo o seu
território a um terço da sua superfície de 1914 e isolando-a do mar.
Por ele, a Hungria foi obrigada a ceder a Eslováquia e a Rutênia à
Checoslováquia, e a entregar a Croácia, a Eslovênia e parte do
Banato à Iugoslávia. Também teve que ceder a Transilvânia e a outra
parte do Banato à Romênia. Proibida de unir-se à Áustria, teve o seu
exército limitado a 35 mil homens.
Em 10 de agosto de 1920, foi assinado o Tratado de paz de
Sèvres com a Turquia (não ratificado pelo Parlamento turco). A
Turquia foi obrigada a ceder a Trácia oriental, Esmirna e as Ilhas
Egéias (exceto Rodes) à Grécia; Síria e Cilícia à França; Iraque,
Palestina, Chipre e Egito à Inglaterra (que também obteve o
protetorado da Arábia); Rodes e o Dodecaneso à Itália. Ainda lhe
foram impostas a independência da Armênia e a autonomia do
Curdistão. O seu exército foi limitado a 50 mil homens.
O ex-Império Russo, derrotado pela Alemanha, convulsionado pela
revolução socialista de 1917 e em pleno processo de guerra civil,
também foi esquartejado pelos “vencedores”. Em dezembro de 1917, a
Romênia monárquica ocupou a Bessarábia. Em 1917, com o decisivo
apoio das potências ocidentais e após esmagar pela força das armas o
nascente poder operário-camponês, a Finlândia separou-se da futura
União Soviética:
A Finlândia moderna nasceu da vontade comum dos partidários do
“Ancien Régime” e da burguesia finlandesa e oeste-européia, unidos
num pedaço do antigo império do czar. Sem o apoio externo no momento
da guerra civil russa, a Finlândia não seria hoje mais que
provavelmente uma república socialista soviética como as outras
(...). No dia 19 de dezembro de 1917, a Dieta da Finlândia adotara
(...) uma declaração de independência. (...) Colocado ante o fato
consumado, o Conselho dos Comissários do Povo adotou (...) um
decreto confirmando a independência política da Finlândia. (...) O
Conselho Executivo Central da Rússia ratificou o decreto de 4 de
janeiro de 1918. (...) Stalin (...) declarou então: “Vemos que o
Conselho de Comissários do povo deu, sem querer, a liberdade não
para o povo, não para os representantes do proletariado da
Finlândia, mas à burguesia finlandesa”. (...) Encorajada pelos
bolchevistas russos (...) rebentou uma revolução soviética nas zonas
industriais do Sul da Finlândia (meados de janeiro de 1918). (...)
Os centros importantes (como Helsinque e Viborg) não tardaram em
ficar sob controle total dos Sovietes. (...) Em maio de 1918, a
insurreição soviética finlandesa foi esmagada após quatro meses e
meio de guerra civil.[i]
E, em março de 1918, a Rússia revolucionária foi obrigada a
assinar a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha, a Áustro-Hungria e a
Turquia:
Em Brest-Litovsk (...) os plenipotenciários da República dos
Sovietes viram-se constrangidos a renunciar não só a Livônia,
Curlândia, Estônia e Lituânia, mas também a uma Polônia, que
claramente extravasava dos seus limites étnicos, e a Ucrânia. (...)
Além de abandonar os territórios ocidentais acima mencionados, o
governo soviético renunciava igualmente, em proveito da Turquia, a
uma importante zona do Cáucaso, que incluía Batoum, Kars e Ardahan.
(...) No total, o tratado de Brest-Litovsk implicava para o poder
dos Sovietes a perda de alguns milhões de quilômetros quadrados e de
mais de quarenta milhões de habitantes.[ii]
Na ocasião, polemizando com Bukharin, Trotsky e outros, que em
nome do internacionalismo proletário exigiam que o governo soviético
não assinasse a paz com a Alemanha, Lenin afirmou:
No momento atual, uma guerra verdadeiramente revolucionária seria a
guerra da República Socialista contra os países burgueses com o
claro objetivo (...) de derrotar à burguesia de outros países. Mas é
evidente que no momento presente ainda não podemos nos colocar esta
finalidade. Objetivamente, lutaríamos agora pela liberação da
Polônia, Lituânia e Curlândia. Mas nenhum marxista, sem apartar-se
dos princípios do marxismo e do socialismo em geral, poderia negar
que os interesses do socialismo estão acima dos interesses do
direito das nações à autodeterminação. Nossa República Socialista
fez e continua fazendo todo o possível para levar a prática o
direito a autodeterminação da Finlândia, Ucrânia, etc. Mas, se a
situação concreta é tal que a existência da República Socialista se
acha neste momento em perigo (...) se compreende que os interesses
da preservação da República Socialista devam prevalecer.[iii]
O posterior desmoronamento dos exércitos centrais possibilitou,
em fins de 1918, a denúncia do acordo de Brest-Litovsk e a retomada
do poder pelos bolcheviques na Estônia, Lituânia, Letônia e Ucrânia:
As tropas alemãs evacuam a Estônia, a Letônia, a Bielo Rússia, a
Lituânia, a Polônia e a Transcaucásia. Não mais existe Brest-
Litovsk e o Exército Vermelho, apertando as tropas germânicas,
atinge Narva, Pskov, Vilno, Kovno, Riga (3 de janeiro de 1919) (...)
Kharkov e Kiev são ocupadas pelos bolcheviques e na Estônia, na
Letônia e na Lituânia constituíam-se repúblicas soviéticas.[iv]
Mas, mais uma vez, a intervenção militar das potências
capitalistas impôs ao Poder Soviético uma “paz de salteadores”. Em
fevereiro de 1919, os exércitos polacos apoderaram-se de
Brest-Litovsk, dando início a guerra russo-polonesa. Em abril de
1920, as tropas polonesas invadiram a Ucrânia e pouco depois tomaram
Kiev. Em sua contraofensiva, o Exército Vermelho avançou até as
portas de Varsóvia, que só foi salva pelas tropas francesas do
general Weygand.
Em julho de 1920, através da conferência de Spa, as potências
ocidentais propuseram como fronteira entre a Rússia e a Polônia a
“Linha Curzon”[v].
Em outubro de 1920 foi estabelecido um armistício e em março de 1921
o Estado Soviético foi obrigado a assinar a paz de Riga, através da
qual a Polônia avançou 250 km a leste de sua fronteira étnica[vi]
e deslocou a sua fronteira com o Estado soviético 150 km para o
Leste, apossando-se da Galícia, da Ucrânia Ocidental, da
Bielo-Rússia ocidental e de Vilna, “no total, uma população de 11
milhões de habitantes, dos quais quase dez milhões de bielo-russos,
russos ou ucranianos”[vii]
Em fins de 1920, o tratado de Dorpat – ao obrigar o governo
soviético a reconhecer a Estônia, a Letônia e a Lituânia como
estados “formalmente” independentes, mas sob a clara tutela
ocidental – “consagrou não somente a fixação das fronteiras mais
desfavoráveis que a região de Leningrado tivera algum dia, como
amputou também a Rússia setentrional do território de Pétsamo, que
nunca estivera incluído (nem antes de 1914, nem em qualquer outra
época) no Grão-Ducado ‘Histórico’ da Finlândia.”[viii]
Com os tratados de paz impostos, consolidou-se a hegemonia
francesa no continente europeu, através do avassalamento da Alemanha
e de seus aliados. Também foi assegurado o papel dominante da
Inglaterra no Oriente próximo e sobre as comunicações marítimas.
Ao mesmo tempo que buscava esmagar as potências centrais, o
sistema de Versalhes teve uma orientação claramente antissoviética.
Além da conferência de paz de Paris ter-se tornado o Estado-Maior da
intervenção armada contra o Estado Soviético, os estados
imperialistas procuraram formar um “cordão sanitário contra o
comunismo”, através da criação da Polônia e dos pequenos estados
bálticos e da anexação da Bessarábia à Romênia. Em todos esses
países foram instalados governos francamente reacionários:
No tocante à Rússia, que a Conferência ignora oficialmente, os
aliados constituíram, para isolá-la, um cordão sanitário de pequenas
repúblicas: Finlândia (3.500.000 habitantes), Estônia com 1.250.000
habitantes, Letônia com 1.900.000 indivíduos dos quais 25% são
alógenos, Lituânia (2 milhões com 17% de alógenos), cuja organização
deverá exigir muitos anos, e de estados médios: Polônia (que conta
um alógeno em três habitantes) e Romênia, que compreendem
territórios autenticamente russos na Rússia Branca, na Ucrânia e na
Bessarábia.[ix]
Momentaneamente derrotadas em suas tentativas de liquidar o
Poder Soviético, as grandes potências ocidentais começaram de
imediato a armar o tabuleiro de xadrez para as suas futuras jogadas.
Em 1921, formou-se a aliança entre a Polônia e a Romênia, contra a
Rússia. Em 1922, foi constituída a Entente do Báltico – entre a
Polônia, a Estônia, a Letônia e a Finlândia – também voltada contra
a URSS: “A Rússia Soviética foi isolada da Europa ocidental
mediante um cordão de estados violentamente anticomunistas,
arrancados em parte do território russo”.
[x]
Diante das tentativas de cercá-lo e isolá-lo, o Estado
Soviético respondeu com uma aproximação da Alemanha, assinando em
1922 o Tratado de Rapalo que restabeleceu as relações diplomáticas
e, através de um acordo secreto, permitiu a instalação na URSS de
fábricas alemãs, para a produção de armamentos proibidos pelo
Tratado de Versalhes[xi]:
Lloyd George (...) resolveu convocar uma nova conferência (...) em
Gênova em abril de 1922 (...). Os russos e alemães estiveram
presentes, mas com a suspeita não injustificada de que iam ser
lançados um contra o outro. Os alemães seriam convidados a
participar de uma expedição contra a Rússia, e os russos seriam
instados a pedir reparações da Alemanha. Ao invés disso, porém, os
representantes dos dois países se reuniram secretamente em Rapalo e
concordaram em não agir um contra o outro. O tratado de Rapalo
torpedeou a conferência de Gênova (....) É certo que impediu uma
coalizão europeia para uma nova guerra de intervenção contra a
Rússia, e é certo também que impediu qualquer renascimento da
Tríplice Entente.
[xii]
Diante do agravamento da crise da economia alemã – assoberbada
pelo pagamento das indenizações de guerra – e do risco de uma
revolução social, as potências ocidentais decidiram fortalecer a
Alemanha, para opô-la ao “perigo vermelho” do Oriente:
Foi julgado essencial reconstruir e armar o imperialismo alemão
contra a União Soviética, ao mesmo tempo que se pretendia manter o
rival em cheque. (...) Chamberlain e Churchill (...) representavam
as duas metades contraditórias da política externa imperialista
britânica, durante este período. De um lado, o desejo de construir
(...) uma arma apontada contra a União Socialista Soviética. De
outro lado, levar a União Soviética a uma aliança militar, como uma
arma contra o imperialismo rival da Alemanha. Ambas as estratégias
partiam do princípio de que uma (...) guerra germano-soviética
enfraqueceria e destruiria, simultaneamente, as duas principais
potências consideradas pela Inglaterra como ameaças ao seu
imperialismo. (...) A estratégia de rearmamento alemão de
Chamberlain, Munique (...) terminaram em desastre. (...) O objetivo
básico muniquista de destruição mútua de Hitler e da União
Soviética, com o Ocidente como espectador de primeira fila, para
surgir depois como vencedor final e estrangular a revolução na
Europa (a explicação dada por Hoare, como embaixador junto a
Franco), foi, desse modo, seguida por outros meios. (...) o então
Senador Truman (...) proclamou: “Se virmos que a Alemanha está
ganhando a guerra, teremos de ajudar a Rússia e, se a Rússia estiver
a ganhar, teremos de ajudar a Alemanha, e, entretanto, deixemos que
eles se matem tanto quanto possível”. (New York Times, 24 de julho
de 1941).[xiii]
Um dos precursores dessa ideia foi o general alemão Max
Hoffmann que em 1922 afirmou:
Nenhuma potência europeia pode conceder a outra uma influência
preponderante sobre a futura Rússia. Este problema só pode ser
resolvido pela União dos grandes Estados europeus, principalmente a
França, a Inglaterra e a Alemanha. É preciso que, por uma
intervenção militar, essas potências aliadas derrubem o poder
soviético e restabeleçam a situação na Rússia, no interesse das
forças econômicas inglesas, francesas e alemãs. A participação
financeira e econômica dos Estados Unidos da América seria preciosa.[xiv]
Para isso, foi criado em 1924 o Plano Dawes, investindo grande
quantidade de capitais – sobretudo norte-americanos (cerca de 70%),
mas também ingleses – na Alemanha. O que, contraditoriamente, pouco
a pouco lhe permitiu recuperar e ampliar o antigo potencial
econômico-militar. A Conferência de Locarno (1925) estabelece
diversos acordos bilaterais com a Alemanha, em uma tentativa de
melhorar as suas relações com as potências ocidentais. Em 1926, ela
foi admitida na Sociedade das Nações, inclusive no seu Conselho de
Segurança. Começou a desenhar-se no horizonte a futura tática de
utilização da Alemanha como um aríete contra a URSS e a revolução
socialista: “Toda a história do tratado de paz de Versalhes,
desde o momento da sua assinatura até o início da Segunda Guerra
Mundial, constituiu na destruição gradual do sistema de Versalhes e
no incitamento da Alemanha, pelas potências ocidentais, à agressão
contra a URSS.”[xv]
Uma das cláusulas do Tratado de Versalhes estabelecia a criação
da Sociedade das Nações, sob o pretexto de defender a paz e a
segurança internacional, prevendo a aplicação de sanções econômicas,
financeiras e militares ao país que cometesse uma agressão. Na
realidade a Sociedade das Nações transformou-se em um dos
centros da luta militar e diplomática contra o Estado Soviético e em
um instrumento da política imperialista e colonial das grandes
potências, especialmente a França e a Inglaterra.
Assim – sob o argumento de que os povos das colônias
arrebatadas à Alemanha e à Turquia eram incapazes de se
autogovernarem – a Sociedade das Nações entregou à França
(sob mandato) a Síria, o Líbano, o Togo e uma parte do Camerum; à
Inglaterra, foram entregues a Palestina, a Transjordânia, o Iraque,
Tanganica e outros territórios; ao Japão, as Ilhas Marianas,
Carolinas e Marshall. Como o Senado dos Estados Unidos se negou a
ratificar o Tratado de Versalhes, estes não se incorporaram à
Sociedade das Nações. Na prática, esta nunca impôs, durante toda
a sua existência, qualquer sanção a um país agressor (em geral,
alguma potência imperialista) nem prestou qualquer ajuda a uma nação
agredida.
[i]
LOMBEEK, Alain V. Do conflito à coexistência:
contribuição para o estudo do contencioso
sovietico-finlandês (1917-1955). Lisboa: Prelo,
1973, pp. 16-17, 35-38.
[iii]
LENIN. Tesis sobre el problema de la conclusión de una
paz separada (24.02.1918). In: LENIN, V.I. Obras
Escogidas. Moscou: Ediciones en lenguas extranjeras,
1960, t.2, pp. 582-583.
[iv]
BRUHAT, Jean. História da URSS. São Paulo: Difusão
Européia do Livro, 1966, p. 42.
[v]
[Curzon] “Propunha que as conversações para o armistício
começassem imediatamente entre a Rússia e a Polônia sobre as
bases de uma linha traçada no outono de 1919, após um
detalhado estudo dos dados etnográficos pelos especialistas
da conferência de paz (conhecida mais tarde por ‘linha
Curzon’) [CARR, E. H. Historia de la Rusia Soviética: La
revolución Bolchevique (1917-1923). Madrid: Alianza
Editorial, 1973, v.3, p. 222]
[vi]
KINDER, Hermann e HILGEMANN, Werner. Atlas histórico
mundial: De La Revolución Francesa a nuestros días, 6ª
edição, vol. 2. Madrid: Ediciones Istmo, 1977, p 171.
[vii]
BRUHAT. Op. Cit., p. 45.
[viii]
LOMBEEK. Op. Cit., p. 43.
[ix]
CROUZET, Maurice. História Geral das Civilizações - a
Época Contemporânea: o declínio da Europa; o mundo soviético,
Tomo VII. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1961, p. 41.
[x]
CHURCHILL, Winston S. La Segunda Guerra Mundial, vol.
1. Madrid: Ediciones Orbis, 1985, p. 35].
[xi]
“a diplomacia comum russo-germânica trabalhou lado a lado,
secretamente, sobre o rearmamento mútuo. Negociações em
1921-22, conduzidas por Trotski, do lado russo, e pelo chefe
do novo Reichswehr alemão, general von Seeckt,
levaram ao estabelecimento na Rússia de fábricas alemãs que
produziam gás tóxico, aviões e obuses.” [KOCHAN, Lionel.
A Formação da Rússia Moderna. Lisboa: Editora Ulisséia,
1962, 387 p.].
[xii]
TAYLOR, A.J.P. A Segunda Guerra Mundial. Rio
de Janeiro: ZAHAR EDITORES, 1963, pp. 48,49.
[xiii]
DUTT, R. Palme. Problemas da História Contemporânea. Rio de
Janeiro: Zahar, 1984, pp. 45-46.
[xiv]
BEZIMENSKI, L. O militarismo Alemão com/sem Hitler. V.1.Rio
de Janeiro: Saga, 1967, p. 39.
[xv]
E. KULKOV, O. RJECHEVSKI e I. TCHELICHEV. A verdade e a
mentira sobre a Segunda Guerra Mundial. Lisboa:
Editorial “Avante”, 1984. p. 38.
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